26 abril 2007

Pense...


A oportunidade é perdida pela maioria das pessoas, porque ela vem vestida de macacão e se parece com o trabalho.
(Thomas Edson)

12 abril 2007

A oportunidade da sua vida

Hoje li o artigo “A oportunidade da sua vida” postado no DoceBlog do Roberto Machado onde ela fala sobre o conformismo que abate a maioria dos brasileiros e ele cita, e eu concordo, que a maioria acha que oportunidade é ganhar na mega-sena ou ter um parente rico te deixando uma herança, além do fato das pessoas sempre pensarem que quem está se dando bem na vida é por que está fazendo alguma falcatrua e dessas mesmas pessoas viverem fazendo crediários e contas e sempre dão aquela desculpa padrão de que pobre para ter algo tem que ter um crediário.
Bom leiam o artigo dele, vale a pena para refletirmos sobre nós mesmo. E o meu ponto de vista sobre isso, o Brasileiro é em geral um povo vagabundo. Quando disse isso a primeira vez, estava na faculdade no meio da aula de economia, criou-se uma indignação generalizada. Mas antes de me xingarem deixem eu me explicar. Desde pequenos ouvimos de nossos pais que temos que ter um emprego em uma estatal por que é estável, e veja o quanto as empresas de treinamento para concursos faturam, e hoje em torno de 85% dos alunos de administração fazem o curso pensando em se tornar funcionário publico. E quantos funcionários públicos você conhece que é apaixonado pelo que faz, que vai para o serviço sorrindo?
E outra coisa, a maioria quer ter um emprego mas não quer ter serviço, sempre que um chefe pede para fazer algo que é trabalhoso ou que precisará ficar alem do expediente ou ir na empresa no fim de semana, a maioria reclama, acha que esta sendo explorada, é comum vermos as pessoas fazendo o mínimo necessário.
E uma curiosidade, neste fim de semana recebi em casa um casal de amigos e conversando com o cara, que é angolano, chegamos a conclusão que lá na angola é igual ao Brasil, o povo não quer trabalhar de verdade, ter que suar no dia-a-dia, só quer é ter um dinheirinho e poder fazer um crediário. Pensando sobre o assunto a conclusão foi que isso veio da nossa herança portuguesa, nos livros de historia vemos que Portugal só mandava para as colônias as coisas ruins, o lixo, e ainda teve todo o processo de escravidão, onde quem não era submisso morria, e isso fez com que houve uma filtragem nas pessoas e infelizmente ficando somente os mais acomodados. E para mim, ser funcionário publico é como ser um escravo que todo dia vai fazer seu servisinho mais ou menos, somente o necessário para o sinhozinho não lhe dar umas chibatadas, mas sem preocupação excessiva por que escravo não é mandado embora, só sai da senzala morto.
Eu nem sempre estou motivado para ir para o meu emprego, até por que ainda não faço o que eu quero, mas para mim não existe desculpa para eu não dar o meu melhor, para mim ou faço as coisas bem feito ou nem faço. E se eu me proponho a fazer algo eu faço mesmo que eu tenha que dormir na empresa, e não fico reclamando que a empresa não paga hora extra, mas também se acho que não tenho que fazer algo não faço, independente do que possa acontecer. Por que estou dizendo isso, o empreendedor não tem medo de assumir risco e não tem medo de trabalhar. Não tem medo de sair da senzala.
Empreender não é ter uma empresa, e sim não se acomodar e sempre buscar ser melhor, não ter medo de assumir risco, e saber que para crescer é preciso trabalhar e trabalhar duro. E já esta na hora de mudarmos o Brasil, para com essa cultura conformista e com o preconceito de que quem tem algo é porque teve sorte, se um micro empresário trocou de carro ou mudou de casa é por que ele é competente e trabalhador, se aquele seu colega foi promovido antes de você é por que ele é esforçado, parem de reclamar e comecem a correr. E vamos juntos correr para que possamos ter um Brasil melhor para todos.

02 abril 2007

AS UNIVERSIDADES E O ENSINO DO EMPREENDEDORISMO PARTE I


Por: Armando Pastore Mendes Ribeiro
AS UNIVERSIDADES E O ENSINO DO EMPREENDEDORISMO.PARTE I
“Como está o ensino do Empreendedorismo nos cursos de graduação e pós - graduação nas Universidades Brasileiras?”.A pergunta surgiu depois que participei de um debate numa comunidade virtual, onde fui duramente criticado pela minha postura cética e questionadora sobre a qualidade e a quantidade do ensino do empreendedorismo nos cursos de nível superior. Assim, no final do ano passado (outubro/novembro), resolvi pesquisar junto às 140 (cento e quarenta) maiores Universidades, que representam segundo os dados do MEC aproximadamente 78% da população universitária brasileira, quais as que estavam ensinando empreendedorismo e desde quando. Iniciei então pelo aspecto da quantidade. Foram pesquisadas universidades públicas e privadas e em todos os estados do Brasil.A forma da pesquisa consistiu em acessar os portais e/ou sites de cada universidade enviando mensagem, com rápida identificação da consultoria e explicitação dos objetivos da pesquisa, formulando apenas as duas perguntas abaixo:a) Essa Universidade tem algum curso de Empreendedorismo na sua grade curricular? Especifique se for o caso, e,b) Se positivo, desde quando essa matéria/curso vem sendo ministrada aos alunos?A forma de contato foi através das páginas ou ícones: FALE CONOSCO, CONTATO, FALE COM O REITOR, OUVIDORIA ou qualquer outro tipo de comunicação virtual indicada no site/portal da Universidade.Um objetivo secundário foi o de verificar como está a qualidade do atendimento virtual dessas Universidades. Das 140 pesquisadas, 22 responderam isso significa 15,71% do total. Destas, 14 (quatorze) são Privadas e 8 (oito) Públicas. 2 (duas) Universidades responderam que não tem cursos ou matérias relacionadas com empreendedorismo.As que responderam as duas perguntas corretamente verifica-se que o ensino do empreendedorismo ministrado há mais tempo é desde 1995 na Universidade Católica de Goiás. A maioria revelou que iniciou a partir de 2001, sendo que 70% após 2003 e 10% oferecerá a disciplina neste ano. Segundo as repostas somente 20 (vinte) universidades tem alguma disciplina ou curso de empreendedorismo - 14,82 % do total. A questão básica é responder quais as razões desses percentuais? Uma indicação clara é de que embora muito se comente sobre o ensino do empreendedorismo a maioria das universidades não tem cursos ou não contempla essa matéria de forma específica. Uma outra consideração, corroborada pelo amigo Divino Leitão, é a de que as universidades não dão a atenção devida aos e-mails recebidos pelos FALE CONOSCO, CONTATO, FALE COM O REITOR, CONTATO DIRETO etc. Colocam para responder pessoas despreparadas para formular respostas virtuais ou pouco comprometidas. Pode ser um indicativo que aquela forma de contato com a Universidade está ali só para constar. Fato interessante foi de uma universidade que respondeu, educadamente, que devido aos inúmeros e-mails recebidos dos alunos, aquela forma de comunicação não era adequada para aquele tipo de pesquisa e que eu deveria procurar outros e-mails de professores do curso de Administração, sem, entretanto dizer quais seriam; eu que me virasse em descobrir. Outra situação interessante foi a de uma resposta de uma conceituada Universidade que me fez percorrer diversos labirintos de faculdades e endereços eletrônicos enviando a pesquisa para 12 professores diferentes até que a resposta viesse num lacônico “não”. Dois ouvidores encaminharam a pesquisa para outras áreas da universidade, dando-me ciência do encaminhamento e estou até hoje, passados quase seis meses, esperando a resposta. Obs.: não foram contempladas como respostas. Uma resposta interessante é de uma profissional que alegava que os departamentos que poderiam responder não atendiam aos telefones devido a proximidade do final do ano. (Nota: a pesquisa foi encaminhada em novembro) Perguntas: Há realmente a preocupação do ensino do empreendedorismo nas Universidades? As universidades estão preparadas para atender com qualidade as consultas da população e dos seus clientes – e futuros clientes? Pelos resultados da pesquisa não. Há um enorme abismo entre o discurso e a prática nas principais Universidades do País. É importante notar que das 20 que responderam afirmativamente somente três são consideradas universidades de grande porte: duas privadas e uma pública. A distribuição geográfica é outro aspecto importante a ser considerado, mais de 50% das universidades que responderam são da Região Sudeste. Não obtivemos nenhuma resposta da região Norte.Um dado relevante é que a maior parte das respostas ou estavam incompletas – não informaram desde quando o curso/ matéria estava sendo lecionado (a) - outros não sabiam a data. Uma das respostas interessantes foi: “Estou na XXX a partir de 2001 e, no Currículo que tomei conhecimento, já havia as disciplinas mencionadas“.Essa pesquisa simples pode gerar dezenas de considerações e artigos sobre o que está acontecendo no ensino superior no Brasil e na forma como é realizada a comunicação via internet. No próximo artigo irei explorar um pouco mais os resultados da pesquisa com apresentação de outros indicadores. Ainda há muito mais a contar. Gostaria de receber dos leitores considerações, comentários e abrir um debate sobre esses dois pontos objetivados na pesquisa – o ensino do empreendedorismo e a comunicação virtual.
"TEXTO PUBLICADO ORIGINALMENTE NO SITE VIA6 PELO ARMANDO PASTORE MENDES RIBEIRO"

29 março 2007

Jogo virtual é arma contra o desemprego de universitários

O desemprego entre jovens (15 a 24 anos) dobrou em dez anos no Brasil. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante deste contexto, a via do empreendedorismo revela-se como possível saída para a crise. O Desafio Sebrae, jogo de negócios desenvolvido pela entidade em parceria com a Coppe/UFRJ, fala a linguagem do jovem ao mesmo tempo em que o estimula a desenvolver competências empreendedoras – gestão do tempo, trabalho em equipe, planejamento, tomadas de decisão, pensamento estratégico, entre outros. Segundo o estudo do IBGE, realizado em 2005, de cada 100 jovens que entraram no mercado de trabalho, 55 foram dispensados. Em comparação a 1995, a quantidade de mão-de-obra desocupada, entre 15 a 24 anos, cresceu 107%. Pesquisas do Sebrae indicam que cerca de 15% dos desafiantes saem do jogo e abrem seu próprio negócio. Renan Maldonado, bicampeão estadual do jogo (2004 e 2005), é um exemplo. Decidiu deixar o emprego que tinha em um banco de investimentos para se lançar no mercado. Em parceria com Vinícius Carneiro – também integrante da equipe campeã estadual do Desafio Sebrae –, Renan criou um sistema de gestão de contratos de empréstimo. “O programa facilita a vida do gestor auxiliando o cliente na tomada de decisões”, afirma Renan, estudante de Engenharia de Sistemas da Uerj. Para Vinícius Carneiro, o cenário é promissor. “A gente tem o mercado mapeado. Em uma semana, vendo 10 softwares. Só não consigo dar suporte, por enquanto”, avalia o sócio da 2 Tech. O economista Márcio Pochmann, professor da Universidade de Campinas (Unicamp), publicou recentemente um estudo com base na pesquisa do IBGE. “Situação do jovem no mercado de trabalho no Brasil: um balanço dos últimos 10 anos” revela que no ano de 2005 havia um desempregado para cada cinco jovens. “Hoje ele (o jovem) consegue alguma ocupação, algum bico, estágio, mas no momento seguinte ele volta a estar desempregado”, explicou Pochmann, em entrevista à Agência Brasil. Na edição de 2006 do jogo, concluída este ano, cerca de mil jovens foram aproveitados pela Companhia Vale do Rio Doce. Dentro do processo seletivo de estágio, a mineradora permitiu que os melhores ranqueados no Desafio Sebrae seguissem direto para a entrevista – quinta de sete etapas da seleção. Mesmo os que não entraram na CVRD aproveitaram a experiência e conseguiram alcançar boas posições no mercado de trabalho. Foi o caso de Anderson Lima, finalista estadual do jogo em 2006, que atualmente trabalha na Ambev. “O Desafio Sebrae me ajudou a entrar na empresa, porque aprendi muito com esta experiência”, revela.

Thiago Rosas
Agência Sebrae de Notícias

28 março 2007

A minha visão do empreendedorismo

Ao meu ver o que falta para o Brasil é a cultura do empreendedorismo, sempre dizem que as pesquisas apontam o Brasil como um pais empreendedor, porem sabemos que o empreendedorismo no Brasil é limitado a uma questão de sobrevivência, se não temos emprego, então abrimos um negocio para termos o que comer em casa. E isso não é ser empreendedor, é ser sobrevivente.
E a cultura do empreendedorismo que falo é estudarmos sobre a criação de empresas, administração básicas, gestão de pessoas e estratégias de marketing desde que ingressarmos na escola, no ensino básico, na 5º serie, e eu nem sei se ainda existe a 5º serie, de tantas mudanças feitas no ensino brasileiro nos últimos tempos, e infelizmente quase nenhuma que fosse realmente proveitosa. Mas não estou aqui para falar do ensino, a não ser o do ensino do empreendedorismo. É vital para o Brasil ensinar a nossos jovens como empreender um negocio, como ter sucesso e como ganhar dinheiro com tal empreendimento.
Creio que o empreendedorismo no Brasil deveria ser tratado de forma diferente, creio que ele deveria ser visto como uma nova forma de profissão, para compensar o nosso atraso em relação a países desenvolvidos, que já possuem o empreendedorismo enraizado em suas culturas. Deveria ser criado de forma imediata um curso de empreendedorismo nas universidades do pais, um curso que ensinasse como se ter uma ideia de negocio, como analisar sua viabilidade, como fazer para conseguir recursos, como fazer para iniciar as actividades, como recrutar os primeiros empregados, como negociar com fornecedores, como chamar a atenção dos primeiros clientes, como regularizar a situação da empresa num pais em que é um caos a legislação, e tudo é extremamente burocrático, como calcular os preços, para que estes sejam competitivos e mesmo assim você consiga pagar os 40% de impostos incidentes e ter algum lucro. É impressindivel dizer que o Brasil precisa de empreenderes capacitados rápido.
Alguns que lerem este artigo podem pensar que há o curso de administração que já ensina tudo isso, mas é mentira, o curso de administração ensina a administrar, e não a criar, o administrador não é um empreendedor, ele deve tomar conta da empresa após sua fase start up, sua fase inicial, quando os processo já foram criados, quando os clientes já foram conquistados. É importante separar a função do administrador do empreendedor, o empreendedor tem que ser mais criativo e o administrador mais sistemático.
O que acredito que seja vital ao Brasil é a criação de uma "fundação do empreendedorismo no Brasil" ou um "conselho regional do empreendedorismo", uma associação de classe, uma ong, sei la as diferenças, mas algo que seja feito e mantido por empreendedores, sem intervenção do governo, do Sebrae e de ninguém, um grupo de empreendedores movidos pela missão de disseminar o empreendedorismo e colaborar com os empreendedores do pais. Precisamos transformar o empreendedorismo em profissão, regulamentar a profissão, criar um curso universitário para o ensino desta nova profissão. Enfim, devemos criar uma revolução e assim mudarmos este pais, um REVOLUÇÃO EMPREENDEDORA, empreendermos para crescermos e fazermos o nosso pais crescer.